Meus filhos têm curiosidade de conhecer as histórias que meu pai contava e eu tento contar uma ou outra, mas percebo que não é a mesma coisa. Assim, a pedidos, resolvi registrar algumas situações vividas nesse meio século de vida. Quem sabe um dos meus netos não queiram conhecer, né?
11 novembro 2011
Short Story XIII - Morte
05 novembro 2011
Short Story XII - A Ilha
02 novembro 2011
Short Story XI - A Caixa
29 outubro 2011
Short Story X - A merendeira
25 outubro 2011
Short Story IX - Tábua de Sebo
21 outubro 2011
Short Story VIII - O Tubo
18 outubro 2011
Short Story VII - O Quadriciclo
Não quero chorar miséria, apenas contar histórias, por isso tenho de falar, éramos duros. Não tínhamos brinquedos e precisava nos virar e usar nossa imaginação e habilidades. Assim estávamos sempre inventando e construindo nossos brinquedos, como patinetes feitos de rodas de bilhas ou “carrinho de rolimã” (era assim que chamávamos, feitos com rolamentos usados). Haviam duas versões desses patinetes, um para andar sentado, que eram o terror dos dedões, pois passavam por cima dos coitados quando estávamos remando com as mãos no chão, dando impulso para ele andar, e uma versão para andar em pé, parecido com os modernos patinetes de alumínio de hoje, mas como as rodinhas eram de ferro e muito pequenas, quando uma pedra entrava embaixo da roda nós voávamos por cima de “guidom”. Tudo muito precário, feitos de madeira e pregos, construídos por nós mesmos, crianças, sem nenhuma supervisão de adultos, um caos! Mas um dia tudo mudou, nós achamos no lixo um quadriciclo. Ele já era velho e enferrujado, sem a proteção na empunhadura da alavanca e com pedaços de ferro meio soltos. Tinha quatro rodinhas (por isso o nome), um banco de metal amassado, sem encosto, na parte atrás e era dirigido pelos pés (as duas rodas da frente giravam num eixo permitindo virar para esquerda e direita). Esse brinquedo era o máximo para nós e tocávamos o zaraia com ele. Íamos sempre na velocidade máxima, com um sentado (gritando o tempo todo, “mais rápido, mais rápido!”) e outro atrás empurrando como se fosse o motor. O problema era a alavanca que foi construída para fazer o carro andar, como se fosse pedal de uma bicicleta, só que com as mãos pois, como tinha um “motor” atrás empurrando o carrinho, aquela alavanca ficava solta, indo pra trás e pra frente se movendo freneticamente sozinha, movida pela engrenagem do carrinho. Pois bem, uma vez eu ia de motor para meu irmão caçula, que ia sentando e “dirigindo” o possante com os pés, quando, ao passarmos por uma protuberância na calçada, subimos e capotamos. Voamos nós três, eu ele e o trambolho. Foi uma confusão danada e eu, com dificuldade, consegui me desvencilhar do carrinho e do meu irmão que estava em cima de mim, mas não conseguir tirar o brinquedo, a alavanca tinha encravado na virilha dele. Um pedaço de ferro velho e enferrujado estava enfiado dentro do meu irmão e eu não sabia o que fazer. Um conhecido viu aquela situação e ajudou, “extraiu” o ferro cuidadosamente e o levou para o pronto socorro municipal (já éramos conhecidos lá). Levou doze pontos, quase ganhou na Loteria Esportiva.
Short Story VI - A 1ª vez ninguém esquece.
P.S. Isto é uma história dramatizada. Ressalto que meu pai foi um grande homem, sempre apoiando os filhos e ensinando nos caminhos corretos da vida. Foi muito querido, admirado e respeitado por todos, apenas era outra época, outros costumes. Com o tempo ele foi mudando (grande qualidade dele). Um pai muito bom que deixou muitas saudades (foto dele com minha mãe no meu casamento).
Short Story V - Cabeça
Short Story IV - Pólvora do despacho
Short Story III - A Carretilha
Short Story II - O assalto
Trabalhava numa pequena empresa e os setores eram separados em dois andares diferentes, num ficava a tesouraria e a diretoria e no outro o DP e contabilidade (minha querida área que tem me dado muitas “alegrias” ao longo da minha vida). Um belo dia estava realizando minhas tarefas desafiadoras, interessantes e agradáveis na contabilidade. O tempo não passava (não sei por que) e resolvi dar uma pequena voada indo ao outro andar tomar um cafezinho. Até hoje não entendi porque fui impelido a ir àquele andar naquela hora, pois foi a primeira vez que fiz isso. Assim me despedi da galera, informei aonde iria e desci as escadas. A porta foi aberta e fui recebido com um cano de PVC de 100 mm na minha cara, na verdade parecia bem maior, era uma enorme arma. A empresa estava sendo assaltada e eu fui lá para não ficar de fora da festa. Passei 40 minutos com três meliantes armados que torturaram, fizeram chantagem psicológica, bateram, deram coronhadas e chutes, bem como tapas na cara e pontapés. Depois fui amarrado e amordaçado, juntamente com meus colegas de empresa, enfiado num minúsculo banheiro e trancados lá dentro. Foi o momento que vi a morte mais de perto.
Short Story I - O terraço
Tinha cerca de 9, 10 anos. Morava num sobrado, com dois andares, e o último andar era uma laje, totalmente aberta, sem nenhuma mureta de proteção. Era um bonito dia de sol, sem vento, e eu soltava minha cafifa nessa laje, no 3º andar. Nunca fui um bom soltador de cafifas ou qualquer outra brincadeira de criança, como pião, bola de gudes, bandeirinha, queimado, amarelinha ou garrafão etc (claro que muitos nunca ouviram falar dessas brincadeiras). Meu irmão acima de mim, não. Sempre foi muito, muito bom. Ele à vezes me usava para tirar bolinhas de gudes de outros garotos incautos e depois dividíamos o butim. Voltando ao 3º andar, “tentava” soltar minha cafifa e distraidamente ia andando para trás procurando um ventinho que a levantasse e nada! Tentava prá lá, prá cá e nada! Assim foi passando o tempo e, de costas, ia andando, andando, andando quando tropecei num tijolo “deixado” perdido no chão da laje e caí. Foi um grande tombo. Me estatelei no chão quente da laje e minha cabeça pendeu para fora da laje, e olhei para baixo do precipício, quase caindo de uma altura de 7 metros. Foi a primeira vez que recordo que Deus salvou a minha vida.
22 agosto 2007
A Entressafra

Abs,
EM
20 agosto 2007
Balanço do 1º mês

É isso, meu primeiro balanço não foi bom e isso acaba afetando a auto-estima, por isso esta lamentação “comprida”, mas espero em breve ter a missão “cumprida”.
Abs,
EM
13 agosto 2007
Uma hora e meia, ufa!
Pô, desovado sofre muito! Fiquei uma hora e meia da minha última entrevista, ainda do grupo de empresas. Na primeira foram uma hora e dez, agora isso, ninguém merece! Mas é assim, tem de passar por todo o processo e torcer para vencer e chegar lá: na contratação. O que eles oferecem é um grande desafio, com os processos atrasados e precisando ser posto em dia + o desenvolvimento de novos procedimentos de controle e contabilização, como: implantação de sistemas, criação de planos de contas (quem sabe único para todas elas), desenvolvimento de procedimentos internos de controle, formação da equipe responsável pelos trabalhos etc. Realmente muita coisa e confesso que me sinto motivados a fazê-lo, vamos ver se chego lá. Agora penso que só resta mais uma fase e, se passar, receber a proposta financeira. Torço para que seja digna e possa desenvolver o trabalho motivado e feliz, sabendo que o sacrifício (trabalhar até tarde, sábados e feriados) está valendo à pena.
Abs,
EM
08 agosto 2007
Posição
Lembra da minha segunda oportunidade, no ramo de seguros? Recebi uma posição: “nada aconteceu ainda”, foi o que me disse a consultora. Parece que estão com muito trabalho e não estão tendo tempo de entrevistar os candidatos. Se têm tanto trabalho não deveriam priorizar a contratação de reforços? Pô, tô aí querendo ralar e eles não conversam comigo! Brincadeira, né?! Bem, não há o que fazer, só aguardar. A parte boa foi a consultora lembrar-se de mim, normalmente isso não acontece, elas têm muita coisa pra fazer e não se lembram de avisar os desovados sobre como andam os processos. Não é legal, mas já me resignei, é assim que a banda toca, não adianta se lamentar. Abs,
EM
07 agosto 2007
A roda, roda.
Pois é a fila ta andando. Estive na minha segunda entrevista, agora na empresa, no processo de seleção do grupo empresarial. Durante o período de desovado você vai conhecendo se foi bem ou mal numa entrevista, pelo tempo que ela dura. Se rapidinha tipo, “foi um prazer conhecê-lo, entraremos em contato”, esqueça, foi desovado; se a duração for média, ainda há esperança, pequena, mas há; e se ela for demorada, no mínimo quarenta minutos, você ta bem na fita. No caso, a minha última entrevista durou uma hora e dez minutos. Saí com uma dor de cabeça danada da tensão e do ambiente normalmente hostil, mesmo que finjamos que não, mas sobrevivi. Duro foi voltar pra casa, pois não conhecia a região. A entrevistadora ficou de elaborar um relatório sobre nossa conversa e manteria contato (vamos aguardar). Se tudo correr bem irei para outra entrevista, possivelmente a penúltima, agora com o Diretor responsável e será uma entrevista mais técnica. Tenho esperanças que consiga passar por essa fase e chegar ao diretor. Abs,
EM
A roda, roda.
Pois é a fila ta andando. Estive na minha segunda entrevista, agora na empresa, no processo de seleção do grupo empresarial. Durante o período de desovado você vai conhecendo se foi bem ou mal numa entrevista, pelo tempo que ela dura. Se rapidinha tipo, “foi um prazer conhecê-lo, entraremos em contato”, esqueça, foi desovado; se a duração for média, ainda há esperança, pequena, mas há; e se ela for demorada, no mínimo quarenta minutos, você ta bem na fita. No caso, a minha última entrevista durou uma hora e dez minutos. Saí com uma dor de cabeça danada da tensão e do ambiente normalmente hostil, mesmo que finjamos que não, mas sobrevivi. Duro foi voltar pra casa, pois não conhecia a região. A entrevistadora ficou de elaborar um relatório sobre nossa conversa e manteria contato (vamos aguardar). Se tudo correr bem irei para outra entrevista, possivelmente a penúltima, agora com o Diretor responsável e será uma entrevista mais técnica. Tenho esperanças que consiga passar por essa fase e chegar ao diretor.
Abs,
EM
31 julho 2007
Uma atitude só
Conversava com um amigo e ele me dizia que “você demora dez anos para conquistar a confiança plena de uma pessoa e... um segundo para perder”. O que ele colocou é absolutamente verdadeiro porque nós seres humanos tendemos a julgar ou considerar uma pessoa por um ato apenas, infelizmente. Quando eu trabalhava numa empresa que concedia participação nos lucros eu avisava aos meus funcionários: “vamos ficar pianinho, pois vocês serão avaliados por esses últimos dias”. Eu tinha consciência que tudo que foi feito de bom ou ruim seriam esquecidos pelas últimas ou última atitude da pessoa. Para evitar isso eu tinha uma avaliação informal e que eu fazia mensalmente, colocando e registrando os pontos relevantes dos funcionários para que eu pudesse ser mais justo na avaliação do período inteiro e não considerasse apenas os últimos minutos ou atitudes. Como eu disse, infelizmente, nós somos assim, julgamos as pessoas por uma atitude e isso está errado, não podemos e não devemos considerar uma pessoa apenas por uma fração de segundo, aonde ele teve um arroubo qualquer, uma explosão qualquer, uma atitude menor qualquer e sim procuramos entender porque uma pessoa reconhecidamente boa reagiu dessa ou daquela maneira e até quem sabe procurarmos ajudar.
Este post é uma reflexão sobre como temos considerado e avaliado erroneamente pessoas que às vezes até amamos e estimamos: colegas de trabalho, pessoas do nosso círculo mais íntimo, amigos e familiares e que por eles, ou contra eles, cultivamos e alimentamos ressentimentos, magoas e tristezas que tem origem numa atitude só, numa reação só, numa palavra só. Passemos então a olhar o todo, os anos convividos, todas a atitudes tomadas ao longo da vida ou período de relacionamento e não apenas uma, para sermos justos no nosso julgamento, pois não estamos acima disso e podem fazer o mesmo conosco.
Abs,
EM







